Algumas pessoas, durante suas vidas, acumulam informações utilíssimas. Eu tive uma vizinha, uma senhora, que era uma dessas pessoas. Lembro-me de coisa que aconteceu há vários anos. Um dia uma menina estava engasgada com alguma coisa que comeu. Estava no meio da rua e, como de costume em Soterópolis, várias pessoas estavam urubuzando ao redor, olhando sem a intenção de assistir. Acho que só para depois ter algo para contar. Bom, enfim, todos observavam a menina engasgar. A senhora, minha vizinha, então, como toda a sua experiência de vida, gritou "Faz um chá de cabelo de côco seco que cura o engasgo". Caramba, pensei. Vai ali na quitanda, compra um côco seco, tira os cabelos do fruto, ferve a água, coloca a madeixa, põe um pouco de açucar e depois dá pro defunto beber! Acho que isso é o que iriam encontrar quando chegassem lá com o bendito chá, um defunto mais azul que os personagens de Avatar. Mas, por mais eloquente que parecessse essa ideia, felizmente ninguém deu ouvidos, a menina viveu e ainda ganhou um tapinha nas costas. Santo remédio.
terça-feira, 6 de abril de 2010
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